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março 08, 2010

O que nós, mulheres, queremos

Nós queremos querer. Eu quero querer. Simples assim. Querer sem me preocupar, e querer pra conseguir. Sem pensar que algo ou alguém, só porque eu sou mulher, vai me impedir, de alguma forma direta ou indireta, ou ancestral (e na maioria das vezes, burra), de conseguir o que eu quero.

Hoje já é mais fácil querer, e conseguir, mas ainda é difícil e eu quero que não seja mais difícil, para nenhuma mulher. Nova, velha, gorda, magra, rica, loira, negra ou amarela.

Porque toda mulher quer. E cada uma quer diferente. E esse é um grande lance. Não existe um querer igual. Talvez só o querer querer. E poder.

Eu quero não depender, eu quero não ter que brigar, eu quero poder gritar ou calar, eu quero poder escolher, eu quero ser igual (porque sou igual)!

E como sou mulher, sigo querendo, e pra sempre vou querer. E não tente me impedir!

março 01, 2010

Nem veeeeemmmmm!!!

Último sabado eu fui ao Baile do Simonal, show MUITO bacana que os irmãos Max de Castro e Simoninha montaram em homenagem ao grande Wilson Simonal. Bom, eu não vou me alongar muito nesse papo, acho que aqui, quem quiser pode encontrar bastante informação e tá na mídia toda, tocando no rádio, TV e por aí afora.

Aliás, acho MUITO legal que esteja rolando toda essa divulgação do show, do filme/documentário e vários outros lançamentos que trazem de volta esse maravilhoso artista da música brasileira, que ficou injustamente esquecido durante tanto tempo. Uma coisa que o cara tinha de sobra era talento, ninguém pode negar, e é isso que é mais importante. Faz muito tempo que a música brasileira não chega nem perto de coisas desse tipo, então, bóra lá resgatar o que era bom, né mesmo?

Enfim, o show foi fantástico! Eu perdi duas músicas e o começo do show, por uma confusão com o nome da casa (meu irmão falou Credicard, mas era Citibank Hall). Arranjos ótimos, muita interação com o público, participações muito especiais, e músicos fantásticos! Eu sou suspeita pra elogiar os músicos, já que meu irmão faz parte da banda, mas ó, dane-se, os músicos são bons MESMO!

E a platéia tava otima, muita gente bonita, de todas as idades, cantando, dançando e curtindo todas as músicas! Para quem tiver oportunidade, confiram a agenda de shows e não perca o próximo1 Se eu tiver chance, verei de novo!!!

E abaixo, algumas fotinhas toscas feitas com o celular mequetrefe, porque claaaaro que esqueci de levar a câmera né?






Sacundi, sacundá!!!

fevereiro 25, 2010

D.

Os olhos dele eram verdes. Não era um verde assim óbvio. Os olhos dele eram obviamente bonitos, mas era preciso a luz e o ângulo certos para perceber aquele tom de verde incrível.

E no dia que eu percebi isso, percebi também que meu coração já estava entregue. E me fodi.

Foi um lance demorado, que levou muitos dias, semanas, quiçá meses, para acontecer.

Pra falar a verdade, a demora toda nunca me incomodou. Eu sempre acho que o melhor da festa é esperar por ela, e nesse quesito relacionamentos, curto bastante o processo todo de conquista.

Mas o lance é que nos observamos por muito tempo (isso depois de termos "notado" um ao outro), começamos a conversar e talz e aí rolou.

A duração nem foi tão significativa, mas a intensidade acabou sendo. Sei lá. Não consigo explicar. Talvez tenha sido culpa daqueles olhos verdes. E um pouquinho daquele sorriso de criança.

Mas não durou, não firmou. Era bom, não era ótimo, mas poderia ter sido. E isso nunca vou saber.

A verdade é que ele mexeu muito comigo e não deu para evitar me machucar, sofrer e lamber feridas que o tempo curou.

Agora, rolam as inevitáveis cicatrizes (que se juntaram a uma antiga coleção), mas acho que já aprendi a lidar com elas.

Ou não.

janeiro 22, 2010

Escrava da magreza? Eu não!

Nesses últimos dias, as edições da SPFW e do Fashion Rio, trouxeram novamente à tona uma indignação que parece ser de todos, em vários lugares, mas que, na minha opinião, nunca passa de discussão: a magreza excessiva das modelos.

A Folha Online publicou uma matéria interessante, falando sobre o assunto, e isso gerou uma discussão bacana entre as Luluzinhas e a ideia de uma blogagem coletiva sobre isso, para ver se conseguimos, "gritando" para todos os ventos, mudar alguma coisa.

As meninas estão escrevendo maravilhosamente sobre o tema e eu recomendo que todos leiam: Gabi Bianco, Nana Marques, Renata Correa, Denise Rangel e Lucia Freitas (lá no blog das Luluzinhas) e todo o papo lá no grupo de discussão, que está bombando com o assunto, todas com mais ou menos a mesma indignação: não dá mais pra indústria da moda "ditar" um padrão que não tem como existir. Nós brasileiras somos uma grande mistura, somos "udas" (coxudas, bundudas, peitudas) e tamanho 40 não é "cheinha".

Algumas pessoas podem até achar que esse padrão só vale pras passarelas (o que já é um absurdo, as pobres meninas sofrem horrores para serem aceitas e chegarem no tal "padrão"), que não atinge aos "pobres mortais", mas atinge sim, mesmo que de uma forma sutil e indireta.

Basta ver a quantidade de médicos "passadores de receitas azuis" que existe por aí, e de como seus consultórios estão sempre cheios e sendo recomendados. Eu mesma já passei por alguns deles, saindo de lá feliz da vida com minha "fórmula milagrosa" que sim, me deixou mais magra e supostamente feliz, mas que me causaram muitas noites de insônia e sabe-se lá quantos efeitos colaterais a longo prazo.

Precisamos urgentemente aprender a gostar do que somos, de como somos e apreciar nossa beleza, naturalmente, sem correr desvairadamente em busca de padrões impostos.

Bonito é ser saudável, é ser feliz, equilibrado e VIVO!

janeiro 21, 2010

Gambiarra Girl

Segundo o Michaelis, gambiarra significa:

gambiarra
gam.bi.ar.ra
sf 1 Teat Ribalta de luzes na parte anterior e superior dos palcos. 2 Serviço elétrico malfeito, especialmente com a finalidade de obter energia elétrica de maneira ilegal.

Mas acho que, pra esse caso, a explicação da Wikipedia tem mais a ver:

"No sentido de improviso ou improvisação, gambiarra é o próprio ato de constituir uma solução improvisada."
(continue lendo aqui)

E é nesse sentido de "improviso" que eu quero focar aqui nesse post.

Bem, como boa filha de músico que sou, eu sou a "rainha" do "improviso". Aliás, coisa totalmente herdada do meu pai, que vive "inventando" alguma solução pra coisas do dia-a-dia.

Então, que esses dias eu andei falando lá no twitter das minhas gambiarras mais recentes e parece que o povo gostou.

Eu contei por lá que eu tinha feito uma "gâmbi" (sou íntima, pô!) pra consertar meus óculos escuros preferidos (uma misturinha de durepoxi + esmalte vermelho + criatividade e nenhuma vergonha na cara) e me chamaram até de McGyver!!!

Aí, dias depois, um cinto que tá meio grande, uma ponta que ficava sobrando e incomodando, uma cabecinha criativa, um brinco de argola e voilà, temos uma solução rápida e inteligente para um problema não tão grande assim.

A tampa da sua panela perdeu aquele trocinho de segurar (como chama aquilo?)? Uma rolha e um parafuso e pronto, sua tampa está ÓTIMA pra ser usada de novo.

Ajeitar decotes, roupas largas e/ou com coisas fora do lugar que você gostaria? Não vivo sem alfinetes!

Sua sapatilha preferida deu aquela alargada de tanto usar ou depois de uma chuva mostruosa (aqui em SP, todo dia você se arrisca a estragar um sapato)? Uma fita de cetim, veludo ou elástico de cabelo, da mesma cor do sapato (ou não, se você preferir né?), amarrado de uma forma estratégica (eu queria tirar fotos disso, mas não deu, fico devendo) e pronto, você pode usar seus sapatitos (vale para qualquer sapato que não tenha "amarração" própria e esteja saindo do pé) por muito mais termpo, e muitas vezes, fica até mais confortável.

E pra vocês verem que esse lance de "improviso" é de família mesmo, meu sobrinho de 2 anos e meio, na falta de uma bateria de verdade (ou a de brinquedo mesmo), foi lá no quintal, pegou um daqueles suportes para vasinhos de violeta, alguns pratinhos de alumínio (dos gatos), umas tampas de plástico, umas latas vazias, dois pauzinhos, um banquinho e não fica NUNCA sem a "bateíia" dele, nunca!

janeiro 14, 2010

Pequeno Príncipe

Bom, retomando aqui toooodo o tempo perdido, vamos a mais uma postagem atrasada.

Comemorando o Ano da França no Brasil, houve uma linda exposição na Oca, inspirada no meu querido O Pequeno Príncipe (http://www.opequenoprincipe.com/).

Eu não sou, nunca fui, nem nunca vou ser miss (só se for Miss Jona, como diria meu pai), mas eu ADORO este livro, tenho uma relação de muito carinho e descobertas com ele e já li e reli inúmeras vezes, e claro, não ia deixar de ver a exposição.

Era tudo muito lúdico, interativo, cheio de modernidades , multimidia, projeções, cores e sons, usando os desenhos originais do livro.

Tirei lá algumas fotinhas com o celular (porque a burralda esqueceu a máquina, pfff) e quero dividir o meu olhar dessa exposição com vocês!


No final, tinha uma lojinha FANTÁSTICA e eu comprei um lindo pingente de prata, e desde então, minha Raposa não sai do meu pescoço.

E como eu sou uma criança grande e muuuito cara de pau, não ia sair de lá sem meu "Passaporte do Cidadão Global", né? hehehehehe

Enfim, parabenizo os organizadores da exposição e a todos os envolvidos no lindo trabalho. Me emocionei imensamente.

E quem quiser mais fotos, vai aqui, vai!

janeiro 11, 2010

Rabanadas: making of

Ok, faz tempo, já passou o Natal, mas né? Quem sabe não é agora que eu tomo gosto realmente pela coisa e volto a blogar? vamos tentar, né? hehehehe

Entonces, como algumas pessoas já sabem, as rabanadas são item fundamental e imprescíndivel no Natal dos Alcantara e este ano eu resolvi fazer um making of fotográfico e pra acompanhar, vai o passo a passo de como essas delícias calóricas são feitas lá em casa.

Você vai precisar:
- leite (do gordo, mas se quiser, dá pra fazer com desnatado e adoçante)
- açucar
- canela em pó
- sal
- leite condensado
- ovos
- pães (encomendamos pão de rabanada, que é mais grossinho, mas pode ser com pão amanhecido mesmo)
- manteiga/margarina
- um pedacinho de rolha (depois eu explico por que)

Então que primeiro você fatia o pão, e mesmo que você tenha escolhido o pão de rabanada (dá pra encomendar em qualquer padaria e até mesmo no Pão de Açucar) é legal que ele esteja amanhecido. Aí você fatia, com uns dois dedos mais ou menos de largura, cada fatia (muito grosso fica duro, muito fino fica encharcado). Aí, o leite, vc faz uma mistura com açucar e leite condensado e tem que ficar BEM doce, tipo melado mesmo. Os ovos você bate tudo, como um omeletão, põe um tico de sal e um pouquinho de água (que é pro óleo na espumar). Faça uma misturinha de açucar com canela em pó, pra polvilhar as rabanadas logo que saírem da frigideira.




Lá em casa, nós fazemos quantidades industrias de rabanadas (de 6 a 8 pães de rabanada, que normalmente são umas baguetonas de 40-60cm), então, pra começar, são 12 ovos, 1 litro de leite, 1kg de açucar e 1 lata de leite condensado. Exagero né? hehehehehehe

Aí, com tudo isso preparadinho, você pega uma frigideira alta, e grossa. Derrete a manteiga/margarina (minha mãe gosta de misturar metade de cada, ou ainda, gordura vegetal, mas claro, só na manteiga fica mais gostoso. Minha bisavó fritava tudo na banha mesmo, mas a espírito "light" de D. Sandrinha não permite uma heresia dessas), mas cuidado pra não queimar! E aí vem o truque: o pedacinho de rolha na frigideira vai evitar que o óleo/manteiga/margarina queime ( e isso serve pra QUALQUER fritura que você for fazer).




Dependendo do tamanho da frigideira, coloque 3 ou 4 fatias do pão pra fritar. E vai ser assim: mergulhe a fatia no leite, pra ele ficar molhadinho, não encharcado (vale dar uma apertadinha) e depois passe rapidamente nos ovos batidos e direto pra frigideira. Vá virando conforme elas forem ficando douradas (depois das primeiras rodadas, esse processo vai ficando cada vez mais rápido, tem que ficar atento).

Aí, quando elas estiverem na cor que você deseja (tem gente que gosta mais queimadinha e talz), você dá uma levantadinha, só pra escorrer um pouco a gordura.




Bom, numa bandeja ou travessa, você vai polvilhar o açucar com canela, pra fazer uma "caminha" pras rabanadas. Aí você vai colocando elas ali em cima, e polvilhando mais açucar com canela em cima, fazendo camadas de rabanadas, açucar, rabanadas, açucar...


Bom, aí, óbvio que você vai ter que experimentar né? hehehehehehe Eu adoro comer quando ainda está quente, pra queimar a beiça mesmo, mas fica uma delicia de qualquer jeito, com qualquer coisa. (lá em casa já é tradição no café da manhã dos dias seguintes)



Dá trabalho fazer, mas eu acho que vale cada segundo. Não é exatamente difícil, mas é trabalhoso, tem que ficar esquentando o barrigones no fogão, fritando e talz.

Todo ano fazemos promessas que vamos fazer rabanadas no inverno (porque pros nossos verões, é quase um sacrilégio comer um troço tão calórico né?), mas isso nunca acontece... quem sabe esse ano?

E pra vocês verem que as quantidades lá em casa são MESMO industriais, uma foto da primeira de 3 ou 4 bandejas:



Enjoy it!