Nesses últimos dias, as edições da SPFW e do Fashion Rio, trouxeram novamente à tona uma indignação que parece ser de todos, em vários lugares, mas que, na minha opinião, nunca passa de discussão: a magreza excessiva das modelos.
A Folha Online publicou uma
matéria interessante, falando sobre o assunto, e isso gerou uma discussão bacana entre as
Luluzinhas e a ideia de uma blogagem coletiva sobre isso, para ver se conseguimos, "gritando" para todos os ventos, mudar alguma coisa.
As meninas estão escrevendo maravilhosamente sobre o tema e eu recomendo que todos leiam:
Gabi Bianco,
Nana Marques,
Renata Correa,
Denise Rangel e
Lucia Freitas (lá no blog das Luluzinhas) e todo o papo lá no grupo de discussão, que está bombando com o assunto, todas com mais ou menos a mesma indignação: não dá mais pra indústria da moda "ditar" um padrão que não tem como existir. Nós brasileiras somos uma grande mistura, somos "udas" (coxudas, bundudas, peitudas) e tamanho 40 não é "cheinha".
Algumas pessoas podem até achar que esse padrão só vale pras passarelas (o que já é um absurdo, as pobres meninas sofrem horrores para serem aceitas e chegarem no tal "padrão"), que não atinge aos "pobres mortais", mas atinge sim, mesmo que de uma forma sutil e indireta.
Basta ver a quantidade de médicos "passadores de receitas azuis" que existe por aí, e de como seus consultórios estão sempre cheios e sendo recomendados. Eu mesma já passei por alguns deles, saindo de lá feliz da vida com minha "fórmula milagrosa" que sim, me deixou mais magra e supostamente feliz, mas que me causaram muitas noites de insônia e sabe-se lá quantos efeitos colaterais a longo prazo.
Precisamos urgentemente aprender a gostar do que somos, de como somos e apreciar nossa beleza, naturalmente, sem correr desvairadamente em busca de padrões impostos.
Bonito é ser saudável, é ser feliz, equilibrado e VIVO!