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março 08, 2010

O que nós, mulheres, queremos

Nós queremos querer. Eu quero querer. Simples assim. Querer sem me preocupar, e querer pra conseguir. Sem pensar que algo ou alguém, só porque eu sou mulher, vai me impedir, de alguma forma direta ou indireta, ou ancestral (e na maioria das vezes, burra), de conseguir o que eu quero.

Hoje já é mais fácil querer, e conseguir, mas ainda é difícil e eu quero que não seja mais difícil, para nenhuma mulher. Nova, velha, gorda, magra, rica, loira, negra ou amarela.

Porque toda mulher quer. E cada uma quer diferente. E esse é um grande lance. Não existe um querer igual. Talvez só o querer querer. E poder.

Eu quero não depender, eu quero não ter que brigar, eu quero poder gritar ou calar, eu quero poder escolher, eu quero ser igual (porque sou igual)!

E como sou mulher, sigo querendo, e pra sempre vou querer. E não tente me impedir!

janeiro 22, 2010

Escrava da magreza? Eu não!

Nesses últimos dias, as edições da SPFW e do Fashion Rio, trouxeram novamente à tona uma indignação que parece ser de todos, em vários lugares, mas que, na minha opinião, nunca passa de discussão: a magreza excessiva das modelos.

A Folha Online publicou uma matéria interessante, falando sobre o assunto, e isso gerou uma discussão bacana entre as Luluzinhas e a ideia de uma blogagem coletiva sobre isso, para ver se conseguimos, "gritando" para todos os ventos, mudar alguma coisa.

As meninas estão escrevendo maravilhosamente sobre o tema e eu recomendo que todos leiam: Gabi Bianco, Nana Marques, Renata Correa, Denise Rangel e Lucia Freitas (lá no blog das Luluzinhas) e todo o papo lá no grupo de discussão, que está bombando com o assunto, todas com mais ou menos a mesma indignação: não dá mais pra indústria da moda "ditar" um padrão que não tem como existir. Nós brasileiras somos uma grande mistura, somos "udas" (coxudas, bundudas, peitudas) e tamanho 40 não é "cheinha".

Algumas pessoas podem até achar que esse padrão só vale pras passarelas (o que já é um absurdo, as pobres meninas sofrem horrores para serem aceitas e chegarem no tal "padrão"), que não atinge aos "pobres mortais", mas atinge sim, mesmo que de uma forma sutil e indireta.

Basta ver a quantidade de médicos "passadores de receitas azuis" que existe por aí, e de como seus consultórios estão sempre cheios e sendo recomendados. Eu mesma já passei por alguns deles, saindo de lá feliz da vida com minha "fórmula milagrosa" que sim, me deixou mais magra e supostamente feliz, mas que me causaram muitas noites de insônia e sabe-se lá quantos efeitos colaterais a longo prazo.

Precisamos urgentemente aprender a gostar do que somos, de como somos e apreciar nossa beleza, naturalmente, sem correr desvairadamente em busca de padrões impostos.

Bonito é ser saudável, é ser feliz, equilibrado e VIVO!