youzz

março 31, 2010

Days of my life

- eu nasci no dia 31/03/1977, às 17hs, na Maternidade Santa Joana
- meu parto foi cesariana e por probleminhas na anestesia usual (teve que ser uma geral) eu nasci anestesiada
- meus pais já estavam casados há 4 anos quando eu nasci
- meu irmão tinha 2 anos e 4 meses quando eu nasci e minha irmã, 1 ano e 1 mês
- quando eu nasci, nossa família já tinha carro, telefone e TV a cores
- aos 7 meses, eu já sabia usar o penico
- aos 8 meses, eu tive uma inflamação na parótida, que precisou ser drenada. Carrego uma pequena cicatriz disso, logo abaixo da orelha esquerda.
- fui batizada com mais de um ano e usei uma roupa de camponesa, xadrez de laranja e branco
- minha madrinha foi chacrete e meu padrinho toca com RC até hoje
- quando fiz 3 anos, ganhei uma festa surpresa. não temos nenhuma foto, mas me lembro perfeitamente do momento que cheguei em casa. (já contei isso aqui)
- aos 6 anos, me "esqueceram" numa manifestação contra a Guerra das Malvinas e eu consegui ensinar as pessoas onde morava, meu telefone e como chegar em casa.
- tive uma infância muito feliz, brinquei muito na rua e ralei muito joelhos e cotovelos.
- eu sempre estudei em escolas públicas, até a faculdade
- quando adolescente, eu fiz pastas com páginas e mais páginas de revistas sobre o Poison e tinha certeza que me casaria com o Bret Michaels. Mas antes disso, eu colecionei papéis de carta.
- meu primeiro beijo, foi dentro de uma das piscinas do SPFC.
- eu já fui atropelada por uma bicicleta, um Corolla blindado e um portão eletrônico.
- eu queria ser jornalista, mas me formei em secretariado, e hoje tenho um site de estética.
- eu tenho carteira de motorista, mas não sei dirigir.
- eu sou a tia mais coruja do UNIVERSO
- eu tenho o maior orgulho de fazer parte de uma família tradicional de músicos, mas só toco campainha
- eu moro no mesmo lugar, desde que eu nasci
- eu nunca viajei pro exterior
- eu me acho super adulta quando viajo de avião, faço compras sozinha ou como sushi.
- como bem diz a Fal: "eu sou meia boca, mas tenho uns amigos que dão gosto"
- atualmente, estou apaixonada de verdade, e tô achando isso muito bom.
- eu choro de rir, até engasgar
- eu não sei assobiar alto, com os dedos na boca e isso me frustra
- minha filha se chama Tininha e é a gata mais linda do mundo
- eu tenho duas pit-burras
- a coisa mais dificil que eu já fiz, nos últimos tempos, foi dizer pra minha Nega que ela podia partir, que a gente ia sofrer, mas que ela podia ir. E ter que ver ela indo, enquanto eu a abraçava.
- minha "confort food" é pão com manteiga
- eu me emociono profundamente quando as pessoas me cumprimentam pelo meu aniversário
- eu não sei qual é meu orixá de frente, de cabeça, ou qualquer outro.
- se me der corda, eu falo a noite inteira, e sempre sou a última a dormir
- eu prefiro cerveja, mas encaro bem vinho, vodka com gelo e outras bebericagens
- eu não sei brigar sem chorar. e isso me emputece. aí eu xingo e choro.
- eu odeio cor de rosa. rosa só se forem flores, bebês e porquinhos.
- eu usei aparelho nos dentes por quase 3 anos.
- eu sou muito feliz por ter uma familia maravilhosa, amigos queridos e mais um montão de coisas!

Obrigada, obrigada, obrigada!

março 26, 2010

LuluzinhaCamp, o que nós queremos, nós fazemos!

No último sábado, tive mais uma vez o prazer de me encontrar com mulheres maravilhosas, inteligentes e a pura nata da sociedade bloguerística feminina.

Para celebrar o dia 8 de março, nós nos reunimos na maravilhosa Cozinha da Matilde para conversar, discutir o que queremos e sempre, sempre, sempre, aprender.

Eu aprendi, contando a minha própria experiência e ouvindo outras tantas, que não importa a idade, estado civil ou cargo que você tenha, nossos pais sempre vão achar que sabem o que é melhor para a gente. Aprendi também, que uma experiência sensorial (Jantar no Escuro) pode ser absurdamente gratificante e que revela coisas incríveis nas pessoas (Let, eu vou me candidatar a algum dos próximos). Aprendi também que é com sua presença, atitude e sinceridade que você faz grandes amizades, grandes começos e grandes trocas. Aprendi também que ser mulher, ainda é ter que desempenhar muitos papéis e lutar por suas escolhas e impor algumas vontades, por simples que elas sejam.

E aprendi também, que uma simples brincadeira de criança, como encher e estourar balões de borracha, pode te trazer muitas revelações sobre o que você e as pessoas à sua volta querem, e muitos sorrisos e imagens maravilhosas!


Obrigada lulus! Eu amo vocês!

Mais fotos, aqui!

março 08, 2010

O que nós, mulheres, queremos

Nós queremos querer. Eu quero querer. Simples assim. Querer sem me preocupar, e querer pra conseguir. Sem pensar que algo ou alguém, só porque eu sou mulher, vai me impedir, de alguma forma direta ou indireta, ou ancestral (e na maioria das vezes, burra), de conseguir o que eu quero.

Hoje já é mais fácil querer, e conseguir, mas ainda é difícil e eu quero que não seja mais difícil, para nenhuma mulher. Nova, velha, gorda, magra, rica, loira, negra ou amarela.

Porque toda mulher quer. E cada uma quer diferente. E esse é um grande lance. Não existe um querer igual. Talvez só o querer querer. E poder.

Eu quero não depender, eu quero não ter que brigar, eu quero poder gritar ou calar, eu quero poder escolher, eu quero ser igual (porque sou igual)!

E como sou mulher, sigo querendo, e pra sempre vou querer. E não tente me impedir!

março 01, 2010

Nem veeeeemmmmm!!!

Último sabado eu fui ao Baile do Simonal, show MUITO bacana que os irmãos Max de Castro e Simoninha montaram em homenagem ao grande Wilson Simonal. Bom, eu não vou me alongar muito nesse papo, acho que aqui, quem quiser pode encontrar bastante informação e tá na mídia toda, tocando no rádio, TV e por aí afora.

Aliás, acho MUITO legal que esteja rolando toda essa divulgação do show, do filme/documentário e vários outros lançamentos que trazem de volta esse maravilhoso artista da música brasileira, que ficou injustamente esquecido durante tanto tempo. Uma coisa que o cara tinha de sobra era talento, ninguém pode negar, e é isso que é mais importante. Faz muito tempo que a música brasileira não chega nem perto de coisas desse tipo, então, bóra lá resgatar o que era bom, né mesmo?

Enfim, o show foi fantástico! Eu perdi duas músicas e o começo do show, por uma confusão com o nome da casa (meu irmão falou Credicard, mas era Citibank Hall). Arranjos ótimos, muita interação com o público, participações muito especiais, e músicos fantásticos! Eu sou suspeita pra elogiar os músicos, já que meu irmão faz parte da banda, mas ó, dane-se, os músicos são bons MESMO!

E a platéia tava otima, muita gente bonita, de todas as idades, cantando, dançando e curtindo todas as músicas! Para quem tiver oportunidade, confiram a agenda de shows e não perca o próximo1 Se eu tiver chance, verei de novo!!!

E abaixo, algumas fotinhas toscas feitas com o celular mequetrefe, porque claaaaro que esqueci de levar a câmera né?






Sacundi, sacundá!!!

fevereiro 25, 2010

D.

Os olhos dele eram verdes. Não era um verde assim óbvio. Os olhos dele eram obviamente bonitos, mas era preciso a luz e o ângulo certos para perceber aquele tom de verde incrível.

E no dia que eu percebi isso, percebi também que meu coração já estava entregue. E me fodi.

Foi um lance demorado, que levou muitos dias, semanas, quiçá meses, para acontecer.

Pra falar a verdade, a demora toda nunca me incomodou. Eu sempre acho que o melhor da festa é esperar por ela, e nesse quesito relacionamentos, curto bastante o processo todo de conquista.

Mas o lance é que nos observamos por muito tempo (isso depois de termos "notado" um ao outro), começamos a conversar e talz e aí rolou.

A duração nem foi tão significativa, mas a intensidade acabou sendo. Sei lá. Não consigo explicar. Talvez tenha sido culpa daqueles olhos verdes. E um pouquinho daquele sorriso de criança.

Mas não durou, não firmou. Era bom, não era ótimo, mas poderia ter sido. E isso nunca vou saber.

A verdade é que ele mexeu muito comigo e não deu para evitar me machucar, sofrer e lamber feridas que o tempo curou.

Agora, rolam as inevitáveis cicatrizes (que se juntaram a uma antiga coleção), mas acho que já aprendi a lidar com elas.

Ou não.

janeiro 22, 2010

Escrava da magreza? Eu não!

Nesses últimos dias, as edições da SPFW e do Fashion Rio, trouxeram novamente à tona uma indignação que parece ser de todos, em vários lugares, mas que, na minha opinião, nunca passa de discussão: a magreza excessiva das modelos.

A Folha Online publicou uma matéria interessante, falando sobre o assunto, e isso gerou uma discussão bacana entre as Luluzinhas e a ideia de uma blogagem coletiva sobre isso, para ver se conseguimos, "gritando" para todos os ventos, mudar alguma coisa.

As meninas estão escrevendo maravilhosamente sobre o tema e eu recomendo que todos leiam: Gabi Bianco, Nana Marques, Renata Correa, Denise Rangel e Lucia Freitas (lá no blog das Luluzinhas) e todo o papo lá no grupo de discussão, que está bombando com o assunto, todas com mais ou menos a mesma indignação: não dá mais pra indústria da moda "ditar" um padrão que não tem como existir. Nós brasileiras somos uma grande mistura, somos "udas" (coxudas, bundudas, peitudas) e tamanho 40 não é "cheinha".

Algumas pessoas podem até achar que esse padrão só vale pras passarelas (o que já é um absurdo, as pobres meninas sofrem horrores para serem aceitas e chegarem no tal "padrão"), que não atinge aos "pobres mortais", mas atinge sim, mesmo que de uma forma sutil e indireta.

Basta ver a quantidade de médicos "passadores de receitas azuis" que existe por aí, e de como seus consultórios estão sempre cheios e sendo recomendados. Eu mesma já passei por alguns deles, saindo de lá feliz da vida com minha "fórmula milagrosa" que sim, me deixou mais magra e supostamente feliz, mas que me causaram muitas noites de insônia e sabe-se lá quantos efeitos colaterais a longo prazo.

Precisamos urgentemente aprender a gostar do que somos, de como somos e apreciar nossa beleza, naturalmente, sem correr desvairadamente em busca de padrões impostos.

Bonito é ser saudável, é ser feliz, equilibrado e VIVO!

janeiro 21, 2010

Gambiarra Girl

Segundo o Michaelis, gambiarra significa:

gambiarra
gam.bi.ar.ra
sf 1 Teat Ribalta de luzes na parte anterior e superior dos palcos. 2 Serviço elétrico malfeito, especialmente com a finalidade de obter energia elétrica de maneira ilegal.

Mas acho que, pra esse caso, a explicação da Wikipedia tem mais a ver:

"No sentido de improviso ou improvisação, gambiarra é o próprio ato de constituir uma solução improvisada."
(continue lendo aqui)

E é nesse sentido de "improviso" que eu quero focar aqui nesse post.

Bem, como boa filha de músico que sou, eu sou a "rainha" do "improviso". Aliás, coisa totalmente herdada do meu pai, que vive "inventando" alguma solução pra coisas do dia-a-dia.

Então, que esses dias eu andei falando lá no twitter das minhas gambiarras mais recentes e parece que o povo gostou.

Eu contei por lá que eu tinha feito uma "gâmbi" (sou íntima, pô!) pra consertar meus óculos escuros preferidos (uma misturinha de durepoxi + esmalte vermelho + criatividade e nenhuma vergonha na cara) e me chamaram até de McGyver!!!

Aí, dias depois, um cinto que tá meio grande, uma ponta que ficava sobrando e incomodando, uma cabecinha criativa, um brinco de argola e voilà, temos uma solução rápida e inteligente para um problema não tão grande assim.

A tampa da sua panela perdeu aquele trocinho de segurar (como chama aquilo?)? Uma rolha e um parafuso e pronto, sua tampa está ÓTIMA pra ser usada de novo.

Ajeitar decotes, roupas largas e/ou com coisas fora do lugar que você gostaria? Não vivo sem alfinetes!

Sua sapatilha preferida deu aquela alargada de tanto usar ou depois de uma chuva mostruosa (aqui em SP, todo dia você se arrisca a estragar um sapato)? Uma fita de cetim, veludo ou elástico de cabelo, da mesma cor do sapato (ou não, se você preferir né?), amarrado de uma forma estratégica (eu queria tirar fotos disso, mas não deu, fico devendo) e pronto, você pode usar seus sapatitos (vale para qualquer sapato que não tenha "amarração" própria e esteja saindo do pé) por muito mais termpo, e muitas vezes, fica até mais confortável.

E pra vocês verem que esse lance de "improviso" é de família mesmo, meu sobrinho de 2 anos e meio, na falta de uma bateria de verdade (ou a de brinquedo mesmo), foi lá no quintal, pegou um daqueles suportes para vasinhos de violeta, alguns pratinhos de alumínio (dos gatos), umas tampas de plástico, umas latas vazias, dois pauzinhos, um banquinho e não fica NUNCA sem a "bateíia" dele, nunca!